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No Halma Guerreira |
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Novo endereço do blog


"E de novo a armadilha dos abraços
E de novo o erendo das delícias
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
De novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipípios
E tudo o que me dás eu te devolvo
E fazemos de novo, sempre novo
o amor total do deuses e dos bichos."
Rosa Lobato Faria


"Trocaia te amei, com ternura dáctila
e gesto espondeu.
Teus iambos aos meus com força entrelacei.
Em dia alcmânico, instinto ropálico,
rompeu, leonino,
a porta pentâmetra.
Gemido trilongo entre breve murmúrios.
E que mais, e que mais, no crepúsculo ecóico,
senão a quebrada lembrança
de latina, de grega,inumerável delícia."
Carlos Drummond de Andrade


"Teus olhos me olham longamente,
imperiosamente...
de dentro deles teu amor me espia
Teus olhos me olham numa tortura
de alma que quer ser corpo,
de criação que anseia ser criatura
Tua mão contém a minha
de momento:
é uma ave aflita
meu pensamento na tua mão.
Nada me dizes,
porém entra-me a carne a persuasão
de que teus dedos criam raízes
na minha mão.
Teu olhar abre os braços,
de longe,
à forma inquieta de meu ser;
abre os braços e enlaça-me toda a alma.
Teu mórbido olhar
penetraçãoes supremas
e sinto, por sentí-lo, tal prazer,
há nos meus poros tal palpitação,
que me vem a ilusão
de que se vai abrir
todo o meu corpo
em poemas."
Gilka Machado


"Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue. Acalma-o com teu beijo,
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me.
Vive só para mim, só para minha vida,
Só para o meu amor!
Fora, repouse em paz
Dormindo em calmo sono a calma natureza,
Ou se debata, das tormentas presas
Beija ainda mais!
E, enquanto o brando calor
Sinto em meu peito de teu seio,
Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,
Com o mesmo ardente amor!
De arrebol a arrebol
Vão-se os dias sem conto! e as noites, como os dias,
Sem conto vão-se, cálidas ou frias!
Rutile o sol
Esplêndido e abrasador!
No alto as estrelas coruscantes,
Tauxiando os largos céus, brilhem como diamantes!
Brilhe aqui dentro o amor!
Suceda a trava à luz!
Vele a noite de crepe a curva do horizoente;
Em véus de opala a madrugada aponte
Nos céus azuis,
E Vênus, como uma flor,
Brilhe , a sorrir, do acaso à porta,
Brilhe à porta do oriente! A treva e a luz - que importa?
Só nos o amor importa!
Raive o sol no verão!
Venha o Outono! do Inverno os frígigos vapores
Toldem os ceú! das aves e das flores
Venha a estação!
Da Primavera, e o firmamento
Limpo, e o sol cintilante, e a neve, e a chuva, e o vento?
-Beije-nos amor!
Olavo Bilac


"Anda vem...,porque te negas,
Carne morena,toda perfume?
Porque te calas
Porque esmoreces,
Boca vermelha-rosa de lume?
Se a luz do dia
Te cobre do pejo,
Esperemos a noite presos num beijo.
Dá-me o infinito gozo
De contigo adormecer
Devargarinho, sentindo
O aroma e o calor
Da tua carne, meu amor!
E ouve o mancebo alado
Entrega-te, sê contente!
Nem todo prazer
Tem vileza ou tem pecado!
Anda vem....Dá-me teu corpo!
Em troca dos meus desejos
Tenho saudade da vida
Tenho sede dos teus beijos."
António Botto


"Neste vão e flutuante mundo
O que resta a um homem?
Pode dedicar-se a oração
Mas se isso por ventura não resulta
O melhor é refugiar-se entre os seios duma mulher
Acariciar suas coxas quentes
E possuir o que entre elas se oculta.
~~
Esmagados contra o meu peito
Os seios estremecem...Entre suas
Coxas flui a seiva doce do amor
Não...outra vez não...Deixa-me descansar...
E aos sussuros sucedem-se as súplicas
E às súplicas... os suspiros
E aos suspiros o silêncio
Terei adormecido? Estarei a agonizar?
Ou será que estou a sonhar?
Poemas eróticos da Índia


"E de repente a língua se liberta do peso que se teve
água corre na água
o corpo livre
abrem-se os sentidos
no orgasmo da luz
ver e não ver
ouvir e não ouvir
tocar e não tocar
cheirar e não cheirar
sabor e não sabor
tudo é saber
da mesma forma
o peso do não peso
o dar do receber
a posso do poder
como se de repente
as mãos e o peito
os pés as pernas
fossem sexos unidos
ou o sextos sentidos
somados divididos
nos momentos de vir."
E.M.de Melo e Castro


"Abre a boca
E devora-me a língua
Em gestos soltos e precisos
Como senão te chegasse o tempo
Para me amares com loucura
Enrosca-te nas minhas coxas
E prova meui néctar de mulher
Dei-xa-me gritar
E levá-me a céu,
Entra em mim,
Profundo
Em movimentos perfeitos
De amante sensual,
E no fim
Sacia-me a sede
Do teu vigor!'
Vera Silva


"Eis o centro do corpo
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse centro
os dedos esfregam-correm e voltam sem cessar
e então são os meus já os teus dedos
já a tua boca
que vai sorvendo os lábios
dessa boca
que manipulo-conduzo pensando em tua boca
Ardência funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios
que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma."
Maria Teresa Horta


"Pelo dedo
primeiro do teu pé,
em curva senoidal
de sobe e desce
tocando um a um
que se umudece falanges,
cinco unhas, vante e ré,
solado, metartaso
calcanhar
telúrico sabor,
salivo o pelo do contorno
de todo o cotovelo,
alternado entre o beijo e o respirar...
lambuzo a panturrilha ondulada,
e encosto a pele ápera do rosto,
misturo o meu com o teu gosto,
de boca e pele já suada,
avanço no joelho,
alcanço a coxa,
mordidas de mentira em toda a parte,
o beijo a pintar obra de arte:
às vezes nuvem rubra,ás vezes roxa...
(e as mãos e os pés dos dois rasgando a colcha),
subindo pelo S do quadril,no rastro
salivar chego ao umbigo (de tão pesados
os olhos te ouço sussurrar um não sem o til)...
na reta que inicia-se o ventre,deslizo a divisa
dos teus seios,no ritmo pendular paro no meio,
e o terno beijo alterno, calmamente em todo
o teu pescoço, faço um giro molhando a
superfície perfumada, e após uma descida
demorada, eu cravo a jugular feito um vampiro...
adentro umedecendo o teu ouvido,volteio,
vou e volto,saio e entro e penetro,
molho tudo,fora e dentro,
teus olhos com os meus calam franzidos,
em torno dos teus olhos faço um 8,
nariz maçã do rosto, tudo beijo
de tão extasiado não mais vejo,
e suga a minha boca, num beijo afoito,
encontram-se, duelam-se
se enroscam..
procuram-se,
encontram-se
se tocam, descansam,
brigam e chupam-se,
se trocam ...
de súbito desço ao vértive do "V"
que formam tuas coxas levantadas
e sorvo e absorvo em golfadas
o néctar que me inunda de você..."
Antoniel Campos


"Agora prove este beijo apaixonado,"
(aqui ele me abraçou de modo virginal) "como
prova do meu coração em flamas,
concebido pelo meu amor excessivo."
E assim quando nos abraçamos fortemente,
minha pequena e redonda boca púrpura misturou
sua umidade com a umidade dele,saboreando, sugando, e aplicando
doces mordidas enquanto nossas línguas se entrelaçavam,
após eu tê-lo abraçado como um pólipo."
Francesco Colonna


"Despida de pudores,
visto-me de fantasias...
Faço do te corpo meu refúgio
a minha mais pura alegria
Necessito te sentir em mim,
dentro, fora , de lado, de qualquer jeito.
Quero escalar teus cumes,
banhar-me em seu suor,
afogar-me na saliva dos teus beijos.
Te quero meu homem.
Vem...
Me tome
me sugue gostoso,
lambuze meu corpo,
com nossas seivas,
sussure no meu ouvido, me arrepie,
me faça gemer de prazer.
Me faça mulher, amada, saciada, despudorada"
Mônica Amélia
~~*Feliz 2009*~~


"Eis o centro do corpo
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse centro
os dedos esfregam-correm
e voltam sem cessar
e então são os meus
já os teus dedos
já a tua boca
que vai sorvendo os lábios
dessa boca
que manipulo-conduzo
pensando em tua boca
Ardência funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios
que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma"
Maria Teresa Horta


" Invades-me a alma
Num beijo molhado
Que me aquece o corpo
E me leva à entrega absoluta.
Já não sei quem sou...
Perco-me nas partículas
Que te cobrem,envolvem,
E abarco-te com volúpia
No íntimo de mim
Já não sei onde estou...
Em ondas uníssonas e ritmadas,
Entre gritos e gemidos,
Salivamos torrentes de amor
Que se quedam eternas.
Já não sei de mim...
O colapso final surge
Entre ejaculações e contrações
E palavras de amor
No declínio da tensão.
Já não somos dois..."
Vera Sousa Silva
